sexta-feira, 3 de julho de 2009

Vinte índios da tribo Pataxó da Aldeia Mãe em Porto Seguro vão se apresentar, dias 4 e 5, durante a 4ª edição do Salão de Turismo


Indios Pataxó participam do Congresso Empresárial em Porto Seguro
SÃO PAULO - Vinte índios da tribo Pataxó da Aldeia Mãe em Porto Seguro vão se apresentar, dias 4 e 5, durante a 4ª edição do Salão de Turismo, que acontece no Anhembi, em São Paulo. Eles vão dançar para o público a convite do Ministério do Turismo. Para o índio Eyhnã Pataxó, 18 anos, o salão está sendo uma oportunidade de divulgar a cultura e as tradições de seus antepassados. Ele que confecciona cocar, colares, pulseiras e correntes para vender na própria aldeia, espera voltar a São Paulo no próximo ano para vender seus produtos.
Segundo o gestor de projetos do Sebrae Enivaldo Piloto, os índios também estão no salão para divulgar o Projeto Economia da Experiência, uma parceria entre Sebrae, Ministério do Turismo, Instituto Marca Brasil, Prefeitura de Porto Seguro e Convention Bureau que visa aumentar a procura pelo destino com a mudança de cultura dos empresários, que precisam valorizar as tradições e os diferenciais históricos da localidade.
Piloto acrescenta que um grupo de 29 empresários de Porto Seguro estão sendo sensibilizados para a Economia da Experiência e muitos deles mudaram seus estabelecimentos e de postura depois que entraram no projeto.
Além de Porto Seguro, outras quatro cidades estão participando dentro do projeto. São elas Bonito (Mato Grosso do Sul), Petrópolis (RJ), Belém (Pará) e Gramado (Rio Grande do Sul).
Conforme as linhas gerais do projeto, economia da experiência não significa apenas agregar valor a produtos ou serviços. Esse é apenas um passo para se chegar à essência do conceito, que é realizar sonhos, desejos e transformar cada empreendimento em um palco, onde o ator principal é o turista.

Com informações: Radar64

quarta-feira, 24 de junho de 2009

O primeiro contato dos portugueses com os nativos que habitavam o Brasil há 500 anos atrás, é talvez, o grande divisor de águas na história dos povos


O primeiro contato dos portugueses com os nativos que habitavam o Brasil há 500 anos atrás, é talvez, o grande divisor de águas na história dos povos indígenas deste país, como descreve o historiador brasileiro Eduardo Bueno em seu livro intitulado Brasil: Uma História – A incrível saga de um país: “Dos baixios lamacentos que é o atual Estado do Maranhão às longas extensões arenosas da costa do sul do Brasil, praticamente todo o litoral brasileiro estava ocupado por tribos do grupo Tupi-Guarani quando, em abril de 1500, Pedro Álvares Cabral desembarcou nas areias faiscantes de Porto Seguro. Havia cerca de 500 anos, Tupinambá e Tupiniquim tinham assegurado a posse dessa longa e recortada costa”.Ao longo dos dez dias que passou no Brasil, a esquadra de Cabral tomou contato com cerca de 500 nativos. Os tupiniquins viviam no sul da Bahia e nas cercanias de Santos e Bertioga (SP). Eram uns 85 mil. Por volta de 1530, uniram-se aos portugueses na guerra contra os tupinambás-tamoios, aliados dos franceses. Foi uma aliança inútil: em 1570 já estavam praticamente extintos, massacrados por Mem de Sá, terceiro governador geral do Brasil. Séculos mais tarde, o número de índios no extremo sul da Bahia não ultrapassa os 15 mil, estendendo-se por apenas 30 km do litoral, do município de Prado aos de Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália.Além do que já foi descrito acima, dois momentos marcantes constroem a história indígena nesta porção do litoral baiano. O primeiro deles trata do surgimento do que é hoje a maior aldeia da região, Barra Velha, também conhecida pelos Pataxó como Aldeia Mãe, às margens do Parque Nacional do Monte Pascoal. No ano de 1861, preocupado com os constantes conflitos entre brancos e índios e, provavelmente, também com a possibilidade legal dos últimos reivindicarem as terras que ocupavam, o Presidente da Província da Bahia determinou a concentração compulsória de toda a população indígena da região numa única aldeia, a ser estabelecida no ponto médio daquela costa, junto à embocadura do rio Corumbau, dando origem assim à Barra Velha, relata José Sampaio em seu artigo: Breve história da presença Indígena no extremo sul baiano e a questão do território Pataxó de Monte Pascoal, e o apartheid indígena estava assim consolidado.O Segundo fala sobre o grande massacre ocorrido contra os Pataxós em 1951. Alguns anos antes da criação do Parque Nacional do Monte Pascoal, dois indivíduos de identidade misteriosa – sobre os quais se conjectura estarem ligados ao Partido Comunista da época - que, vindos até a aldeia sob o pretexto de ajudarem a definir os limites de suas terras e divisas, estimularam os Pataxós a saquear o pequeno comércio do povoado vizinho de Corumbau, o que desencadeou uma violenta reação policial a partir das cidades de Porto Seguro e Prado, comenta José Sampaio, dando origem a uma série de perseguições aos Pataxó e ao início de sua dispersão pela região. Os dois forasteiros foram mortos na primeira investida policial. Os confrontos com a civilização branca não param aí, e sua história segue através de muitos outros episódios de descaso e negligência com a população Pataxó.

Funai é reconhecida pela opinião pública na Bahia






A Fundação Nacional do Índio (Funai), por meio de sua Administração Executiva Regional (Aer) de Porto Seguro – Bahia, recebeu, dia 20 de maio, um certificado do Instituto Brasileiro de Pesquisa de Opinião Pública, de reconhecimento por categoria de institutos e fundações
Para a construção do certificado foram feitas algumas avaliações, por meio de um telemarketing do Estado da Bahia, analisando a localidade, atendimento, estrutura, qualidade e aspectos gerais da Fundação.
As lideranças da etnia Pataxó vieram a Brasília trazer o certificado ao Presidente da Funai e agradecer o apoio. “Viemos agradecer e parabenizar o apoio do presidente Mércio em nossa luta” comentou Adalto Pataxó, liderança indígena Pataxó.
Os 10.300 indígenas da etnia Pataxó habitam a região de Porto Seguro, na Bahia. O administrador da Aer/Funai em Porto Seguro, Zeca Pataxó garante que “o bom funcionamento da administração só foi realizado depois que buscamos parcerias com os órgãos governamentais.-------------------------
Criada em 1967 em substituição ao Serviço de Proteção ao Índio (SPI), a Fundação Nacional do Índio – FUNAI é o órgão do governo brasileiro, vinculado ao Ministério da Justiça, que estabelece e executa a Política Indigenista no Brasil.Estaria sob sua responsabilidade o cumprimento do que determina a Constituição de 1988: “promover a educação básica aos índios, demarcar, assegurar e proteger as terras por eles tradicionalmente ocupadas, estimular o desenvolvimento de estudos e levantamentos sobre os grupos indígenas, defender as Comunidades Indígenas, despertar o interesse da sociedade nacional pelos índios e suas causas, gerir o seu patrimônio e fiscalizar as suas terras, impedindo as ações predatórias de garimpeiros, posseiros, madeireiros e quaisquer outras que ocorram dentro de seus limites e que representem um risco à vida e à preservação desses povos”.Sua atuação, no entanto, vem sendo duramente criticada pelas populações indígenas. A presidência do órgão é um cargo de muita rotatividade, tendo passado por ele pessoas com trabalhos reconhecidos na área indigenista, sem que isso tenha resultado em melhoria nas políticas para o povo indígena. Na última década a FUNAI perdeu poderes e orçamento, não estando mais sob sua responsabilidade a educação e a saúde dos indígenas.www.funai.gov.br